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Prefeito de Barbalha quer endividar município por 20 anos com obra faraônica e que tem tudo para nunca ser concluída

O prefeito da cidade de Barbalha, Argemiro Sampaio (PSDB), anunciou nas últimas horas aquilo que comumente se conhece por “obra faraônica’’ e que beira ao insano. O projeto que foi batizado de Orla dos Canaviais, prevê a urbanização nas imediações da entrada da cidade com pista de corrida, bares, pista de ciclismo, ponte metálica e pasmem, um lago artificial.

No anúncio feito no site da prefeitura esqueceu-se de informar para a população o valor total da obra se por ventura um dia vier a ser concluída, pois esqueceu-se de dizer também que a conta de mais de 11 milhões será deixada para os futuros gestores, pois para a obra começar a sair do papel o município de cara terá que contrair um empréstimo que ao final do parcelamento alcançará o montante de mais de 11 milhões de reais, caso seja pago em dias, diga-se de passagem, e para que tal empréstimo seja contraído se faz necessário a aprovação e autorização da maioria dos vereadores do município.

Ainda segundo o site da prefeitura, representantes de órgãos ambientais já realizaram visitas técnicas na área, órgãos esses que ninguém sabe quem foram. Não se faz necessário ser muito inteligente para saber que essa obra tem tudo e mais um pouco para que se iniciada jamais será concluída e mais uma vez o contribuinte vai pagar e não vai levar.

Outro ponto que é claro e parece está sendo ignorado pelo prefeito é: Como se cogita urbanizar uma área para lazer e entretenimento altamente poluída como é a do Rio Salamanca? Também não se precisa ser expert no assunto para facilmente saber que a despoluição de forma adequada de um rio custaria cifras imagináveis e jamais um investimento dessa natureza se pagaria, como afirma o prefeito Argemiro Sampaio.

As redes sociais como sempre não perdoaram e uma infinidade de sugestões logo apareceram depois do anúncio da faraônica e inviável obra, uma delas foi que o prefeito contraísse um empréstimo para pagar aos artistas e grupos de cultura da cidade que ainda não receberam os seus pagamentos por suas apresentações na festa do Pau da Bandeira do município.

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